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Venha VIVER essa experiência!

Sabe aquela pessoa super-suspeita para falar? Aquela que está isenta de qualquer imparcialidade? Essa é a minha condição: por ter participado da idealização, da fundação e de grande parte da existência do VIVER. Sendo hoje uma de suas coordenadoras e apaixonada pelo projeto, é assim que eu me sinto. Eu considerava o “VIVER – Serviços Psicológicos” um ponto fora da curva em termos de exercício da psicanálise de forma gratuita, dado que o termo “elitista” é fortemente associado a esta prática voltada a um público que pode pagar (e na maioria das vezes pagar caro) por ela. Nesse sentido, quando pensava o VIVER, associava a nossa iniciativa esippiana a atividades de cunho voluntário de outros campos que não o psicanalítico. Tive uma grata surpresa ao me deparar, no ano passado, com a obra “As clínicas públicas de Freud (Elizabeth Ann Danto, 2019), vencedora do prêmio Goethe e destaque no Congresso da FEBRAPSI/2022. O livro apresenta um apanhado histórico entre os anos 1918 e 1938, destacando o desejo de Freud – e de um grupo de psicanalistas da primeira geração – de permitir o acesso à psicanálise a pessoas em situação de pobreza ou miséria, o que foi efetivado por meio da criação de clínicas públicas de atendimento psicanalítico gratuito nesse período. Manter a psicanálise acessível em um país como o nosso – no qual a desigualdade social mostra-se abismal – é um verdadeiro desafio. Nosso próprio Serviço de Atendimento, assim como outros serviços de outras instituições (e algumas iniciativas individuais dentro dos próprios consultórios) tentam abrandar a dificuldade de acesso a este importante dispositivo de prevenção e tratamento em termos de saúde mental. Considerando este abismo – que muitas vezes sequer permite que as pessoas possam chegar até uma Instituição – o valor mínimo das consultas não é, em muitos casos, uma possibilidade realista, mesmo quando o valor é tido como “simbólico”. Nesse sentido, a gratuidade dos atendimentos no VIVER tenta abarcar esta questão, ao mesmo tempo em que a técnica utilizada é a Psicoterapia Breve de Orientação Analítica – permitindo que as pessoas possam receber um atendimento focado em seu motivo de busca, ao mesmo tempo que oportuniza ao grupo de psicoterapeutas a se disponibilizar a um número maior de pacientes. O VIVER, desde o início de seu funcionamento, em 2002, passou por várias formatações e contou com diferentes grupos de participantes, sendo a única condição o colega estar vinculado ao ESIPP. Na configuração atual, é composto por dez grupos autogeridos, os quais se denominam “núcleos”. Cada Núcleo se organiza em torno de um tema, o qual estuda e oferece atendimento ao público-alvo relacionado ao mesmo. Da mesma forma que o acesso dos profissionais aos grupos de estudo e atendimento é gratuito, também o é a supervisão coletiva, realizada semanalmente. Nesse sentido, o capital que circula e mantém o VIVER não é o financeiro, o que vem sendo possível – ao longo desses anos – graças ao fato de contarmos com aporte material e humano do ESIPP. Os dez Núcleos de estudo e atendimento atualmente em funcionamento no VIVER são, com suas respectivas coordenadoras: Núcleo de Pais (Denise Ávila), Núcleo de Idosos (Andrea Esbroglio), Núcleo do Luto (Caroline Farias), Núcleo da Diversidade Sexual (Gabriela Assis Brasil), Núcleo de Mulheres em Situação de Violência (Jéssica Antunes), Núcleo da Adoção (Júlia Pimentel), Núcleo de Psicoterapia Breve (Alessandra Bicca), Núcleo das Relações Mães/Filhas (Luana Francisco), Núcleo de Compulsão Alimentar e Obesidade (Lusiene Diel), Núcleo Infantil e de Adolescência (Vanessa Resende). A Coordenação Técnica é da psicóloga Suzana Notti – que acompanha e dá sustentação ao VIVER desde a sua idealização – e eu, Larissa Ullrich, via Coordenação Administrativa, tenho o privilégio de fazer parte deste grupo tão especial, que desenvolve um trabalho que coloca nossa Instituição em um patamar diferenciado.

Venha VIVER essa experiência com a gente!


*psicóloga e psicoterapeuta de orientação psicanalítica pelo ESIPP, Instituição na qual exerce atividades de coordenação, docência e supervisão.

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